E a Austrália deu adeus à Copa do Mundo, mas o país está fazendo bonito na canditadura a país-sede do evento em 2022.
No dia 02 de Dezembro desse ano, a FIFA irá anunciar os países que sediarão as Copas de 2018 e 2022. Isso mesmo, decidido num só lance, tipo gol de ouro. Cada nação pode se candidatar a uma das datas ou ambas, mas cada ano será num continente diferente. Os canditados são: Austrália (2022), Inglaterra (2018 e 2022), Estados Unidos (2018 e 2022), Bélgica e Holanda (2018 e 2022), Portugal e Espanha (2018 e 2022), Japão (2022), Qatar (2022), Rússia (2018 e 2022) e Coréia do Sul (2022). Vai ser uma bela briga...
Os meus preferidos são os europeus e a Austrália. Se depender da campanha, a terra dos cangurus (ou Socceroos) merece ganhar de goleada. Come Play!
O vídeo é disparado o mais bem feito e o país soube usar melhor do que todos as mídias sociais, criando um engajamento bastante expressivo. Todas as ações reforçam não só o interesse dos australianos em receber o evento, mas as atrações turísticas de encher os olhos que o país oferece, com uma infraestrutura de dar inveja. Não é à toa que os Jogos Olímpicos de 2000 em Sydney foram um exemplo de organização para o mundo.
É claro que também há um ponto negativo que pesará na decisão: o fuso horário que faz com que a maior parte do mundo tenha que madrugar para assistir as partidas. Além disso, tem a ameaça dos Estados Unidos. O futebol está crescendo bastante por lá e a FIFA certamente está de olho grande no maior mercado consumidor do mundo.
E como não poderia faltar, tem um país do Oriente Médio apresentando projetos de estádios bilionários-incríveis, o que já virou tradição nas disputas esportivas. Se o Qatar vai ganhar ou não eu não sei, mas só a presentação dos primeiros cinco estádios já impressiona:
De qualquer forma coloquei a Austrália no meu bolão da candidatura e torço muito para que esse país, pelo qual eu tenho uma queda especial, ganhe a disputa.
Para 2018 é barbada que ganha um país europeu, né? Nada mais justo. Gosto de todas as opções, mas uma Copa em Portugal e Espanha não seria naaaddaaaa mal...
A série de maior sucesso da televisão mundial chegou ao tão aguardado fim. Como já era previsto, nem todos gostaram do seu final, mas certamente os acionistas da Disney e os produtores da série estão muito felizes com os resultados. Foi um exagero de comercial na ABC: 107. Isso mesmo. Haja break! E cada inserção de 30" custou 900 mil dólares. Faz a conta...
LOST representou a vitória da qualidade. A série apostou na produção de altíssimo nível e provou que essa é a melhor arma para as TVs resistirem à crescente ameaça da internet. Quem ganha com isso é a audiência. A geração Lost se acostumou a rir com a criatividade na internet e assistir super produções na TV. Gostando ou não da série, não dá para negar que ela se tornou um novo benchmarking de produção, roteiro e de utilização da internet para engajar o público.
Um coisa não foi mistério para ninguém: LOST achou o pote de ouro no fim do arco íris (ou no centro da ilha?!). Ninguém resiste a um bom mistério...
Os produtores Damon Lindelof e Carlton Cuse posando com o misterioso urso polar da série.
O filme "This Is It", que mostra os últimos momentos de Michael Jackson ensaiando a turnê que estrearia em julho de 2009, vale a ida ao cinema. O filme já seria interessante se não houvesse o apelo emocional que tem. Ver MJ se preparando para um novo espetáculo, orientando e sendo orientado, é muito interessante. Obviamente, dá pena saber que, além de termos perdido um gênio da música pop, perderemos a oportunidade de ver um show incrível. Destaque para uma coadjuvante: a talentosa guitarrista. Só vendo para entender. Enfim, é isso.
Simplesmente genial a série de ações da T-Mobile da Inglaterra, criadas pela Saatchi & Saatchi UK. Reforçando o conceito do slogan "Life's for Sharing" (ou "vida é para ser compartilhada"), a agência organizou um flash mob numa estação de trem de Liverpool que rapidamente resultou num dos videos mais vistos no YouTube:
A partir daí, foi criado um canal exclusivo da campanha no próprio YouTube. O sucesso gerou uma nova ação. Desta vez um trailer convida quem estiver em Londres a estar na Trafalgar Square, no dia 30 de abril às 18H:
O resultado é uma das ações mais fantásticas e marcantes que eu já vi. Mais de 13 mil pessoas cantando "Hey Jude" num karaokê ao ar livre:
Certamente um evento inesquecível para os presentes e também para quem somente assistiu em video. O detalhe é que no local não há qualquer presença de marca. O "brand awareness" é atingido através da internet, mídia espontânea e o bom e velho boca-a-boca. Gênio!
Os brasileiros passam 3 vezes mais tempo por semana conectados à internet do que assistindo televisão. 81% consideram o computador um meio de entretenimento mais importante do que a TV. 47% usam o celular para entretenimento.
Esses são os dados recém divulgados pela associação suíça Deloitte. Mas o negócio começa a ficar interessante quando juntamos essas informações com outras.
Segundo o Comitê Gestor da Internet no Brasil, ou CGI.br, 25% dos domicílios brasileiros já possuem computador, e os usuários de internet já são 54 milhões.
Para compararmos melhor esse número de usuários, temos:
TV por assinatura: 6,4 milhões.
Antena Parabólica: 19 milhões.
Computadores: 30 milhões.
Em outro levantamento realizado pela Cisco, o Brasil fechou 2008 com 11,8 milhões de conexões de banda larga. Um crescimento de 46% em relação a 2007. A previsão para 2009 é superar o número de 15 milhões de conexões.
O Ibope/NetRating divulgou que o brasileiro quebrou o próprio recorde de tempo de navegação e permanece líder mundial, com mais de 24 horas e 54 minutos mensais por pessoa.
Apesar dos números impressionantes, o percentual de investimento publicitário na web ainda é baixo: 3,36%, enquanto que na Inglaterra esse percentual já atingiu 19%, ultrapassando a TV como o maior meio de propaganda.
Apesar disso, é impossível não considerar a internet como parte crucial de um novo modelo de negócio para as televisões brasileiras. Cada vez será mais difícil diferenciar a TV do computador e vice-versa.
Nos Estados Unidos, o Hulu, desenvolvido através de uma união entre as redes NBC e FOX, vem se destacando e conquistando cada vez mais audiência. O modelo de negócio que vem tendo sucesso é semelhante ao da TV aberta, ou seja, conteúdo disponibilizado de graça e receita através de propaganda.
A diferença é que são inseridos apenas 2 minutos de comerciais a cada 30 minutos de programação. O Hulu já é o segundo site de videos online mais visto dos EUA, com mais de 300 milhões de visitas de acordo com pesquisa do Nielsen Online's VideoCensus, ficando somente atrás do YouTube, que só exibe conteúdo desenvolvido pelos próprios usuários. A semelhança é que ele também permite que as pessoas incorporem o conteúdo em outros sites, e isso já aconteceu mais de 4 milhões de vezes em mais de 100 mil sites.
O que pode tornar o Hulu ainda mais interessante para anunciantes, apesar do menor tempo de exposição, é a possibilidade de selecionar com precisão o público alvo. Além disso, a audiência pode classificar e avaliar os comerciais, o que não é possível na TV, fazendo com que seja possível mensurar qualitativamente o resultado da propaganda. Numa entrevista para a AdAge, o CEO da associação eMarketer, Geoffrey Ramsey, diz considerar essencial o investimento em tecnologia e pesquisa para descobrir formas de aumentar a precisão do perfil da audiência para disponibilizar propagandas mais relevantes para quem assiste online. Seria maravilhoso para os anunciantes não precisarem mais atirar em milhões para atingir milhares e para os espectadores assistirem algo que realmente os possa interessar. Já pensou? Nada mais de chã, patinho e lagarto por apenas R$1,99 o quilo!!!
O Hulu veiculou durante o Superbowl um comercial com Alec Baldwin, estrela do seriado 30Rock, onde assina o slogan "An evil plot to destroy the world. Enjoy" (algo como "Uma conspiração do mal para destruir o mundo. Aprecie"). O resultado foi um aumento de tráfego de 33%.
No Brasil, as emissoras parecem levar o slogan do Hulu a sério. A maior ameaça, a meu ver, é a qualidade do conteúdo americano. Obviamente não acho que o Hulu terá autorização para funcionar no Brasil tão cedo ou mesmo algum dia, mas conheço cada vez mais gente que prefere ver séries americanas baixadas na internet do que assistir um programa qualquer de um canal nacional. O formato das séries tem uma aceitação cada vez maior no Brasil e a qualidade já é muito próxima dos melhores filmes de Hollywood. Ao contrário das novelas diárias, o título do programa acaba se transformando numa marca mais forte que a da própria emissora ou produtora, pois o produto fica exposto por períodos que podem passar dos 10 anos, enquanto que uma novela dura cerca de 9 meses. No Hulu, é irrelevante informar se o seriado é da FOX ou NBC. A melhor maneira das TVs brasileiras se protegerem dessa ameaça é investir em conteúdo acima de tudo. Os canais a cabo como a Globosat, por exemplo, diferente dos canais abertos, tem mais liberdade para testar novidades. O seriado Mothern, do GNT, é um exemplo que deu certo no formato americano. Eu particularmente acredito muito em séries produzidas nacionalmente.
Dentre todas as emissoras brasileiras, a mais inovadora é, sem dúvida, a MTV Brasil. Programas como o 15 Minutos, de Marcelo Adnet, são disponibilizados por inteiro no YouTube e isso só o torna mais popular e ainda atrai espectadores para a TV para ver em primeira mão ou para o próprio website do canal. O conteúdo sob demanda (viva ele!) está acabando com aquela coisa de correr pra casa para não perder o programa. As pessoas cada vez mais poderão ver o que quiserem na hora que quiserem. O horário nobre será substituído pela nobre liberdade.
Nos EUA, à semelhança da NBC e FOX, a CBS desenvolveu o site TV.com, com modelo parecido mas sem tanta repercussão. Outra aposta que vem fazendo sucesso é o Boxee, que é um software open source que transmite conteúdo de vários sites, incluindo YouTube e o próprio Hulu.
Para o Brasil eu tenho uma sugestão: Que tal um site da NET onde eu possa me cadastrar com o meu código do assinante e assistir programas que já foram ao ar? Me parece uma maneira de testar o potencial desse mercado sem perder assinantes.
Um pouco de humor marcante... Ninguém melhor para explicar a crise financeira do que o banqueiro George Parr! (para ver a legenda em português é só habilitar no último botão à direita).
Tá marcado. No dia 09 de setembro de 2009, os Beatles finalmente chegam ao mercado digital, mas não disponibilizando seus álbums para venda online (ainda...), mas como conteúdo exclusivo para o jogo Rock Band, esse karaokê moderno que virou febre mundial assim como seu primo-irmão Guitar Hero (ambos faturaram mais de $2,3 bi de dólar juntos nos últimos 3 anos), e que ainda vem ajudando as gravadoras a não irem de vez para o buraco.
Mas não pense que todas elas, gravadoras, estão agradecidas. Tem quem ache pouco. Apesar da indústria de games gerar receita para elas nesses tempos de crise, e ainda dar sobrevida a bandas que já estavam aguardando a autorização da eutanásia, como o Weezer por exemplo, o CEO da Warner Music Edgar Brofman, em matéria na Fast Company, disse que o valor repassado pela utilização das músicas é uma merreca. E ainda demonstrou ser rancoroso, acusando a MTV, que desenvolve o Rock Band, de ter dado uma "volta" na indústria fonográfica quando foi vendida em 1985 por $690 milhões de dólares. Segundo Bronfman, ela obteve esse valor graças ao conteúdo fornecido "de graça", e ele não quer ser "enganado" novamente.
Mas o negócio não parece ser tão ruim assim para todos os artistas e gravadoras. O Aerosmith anunciou um ganho maior com o jogo "Guitar Hero: Aerosmith" do que com qualquer álbum de sua história.
No lugar de ficar lamentando como Bronfman, a Vivendi, do grupo da Universal, comprou a Activision, que desenvolve o Guitar Hero. Pronto. Problema resolvido.
Mas o que importa mesmo é que em setembro poderemos brincar de Beatles... Eight days a week...
Para completar um post anterior sobre os efeitos especiais de "Benjamin Button", que ganhou o Oscar dessa categoria, veja a palestra de Ed Ulbrich, guru dos efeitos cinematográficos da Digital Domain, responsável por essa obra. Se tiver mais interesse, tem um site oficial sobre o making of.
Simplesmente incrível! Um cara levou um ano e meio fazendo um trailer de um filme do Thundercats que não existe, aplicando efeitos em imagens de outros filmes. Estrelando Brad Pitt, Vin Diesel e Hugh Jackman, o trailer é muito bem feito e enagana fácil muita gente. Segundo o blog dele, WormyTV, os efeitos foram aplicados frame a frame no Photoshop. Haja paciência! Tem que tirar o chapéu:
A indústria de video games cresce numa velocidade maior que a cinematográfica que cresce mais que a fonográfica, que vem caindo. Isso não é novidade, mas o que é interessante é como essas indústrias vão se misturando cada vez mais numa só: a do Entretenimento. Seja no mundo virtual ou no mundo real.
Marcelo Tripoli, em post recente no Update or Die, comenta a apresentação de Christie Hefner, CEO da Playboy, na DMA 08 Conference em Las Vegas, que fala sobre a experiência de marca traduzida para outros canais, como TV, internet, mobile e clubes de entretenimento, ficando assim, presente na vida do consumidor o maior tempo possível. Mas o que mais chama a atenção é quando Christie dá a real, dizendo que num mudo cada vez mais high-tech, as marcas precisam se manter cada vez mais high-touch. Em outras palavras, os contatos físicos com o consumidor estão crescendo em relevância. Não poderia concordar mais com isso.
Colocando as palavras de Christie em prática, A Lionsgate, detendora dos direitos do filme Jogos Mortais, ou Saw em inglês, estará lançando um video game em outubro de 2009 e uma montanha russa temática em agosto do mesmo ano no Thorpe Park, na Inglaterra. A montanha russa promete ser a mais assustadora do mundo, conforme postado no blog Brainstorm #9.
O buzz em torno desses dois lançamentos é enorme, criando uma expectativa grande com mais de um ano de antecedência e alimentando as expectativas em torno do quinto filme da série. Conheça mais da atração no trailer abaixo ou no site "Saw: The Ride".