O programa "Toma Lá Dá Cá" (TV Globo) da última terça, dia 21, exibiu um Product Placement (ou merchandising, em "português") da maionese Hellmann's de mais de 10 minutos de duração. Na verdade, o produto foi o foco central do episódio, que se chamou "Por Causa da Maionese". É claro que esse assunto foi polêmica instantânea no mercado publicitário e entre simpatizantes de uma boa discussão de bar. A minha opinião? Gostei. Por vários motivos. O primeiro deles é que, apesar da duração, a ação fez parte do roteiro de uma forma harmoniosa com a informalidade do programa. O segundo é que foi a Globo que fez isso (quem diria..). O terceiro é que ficou muito melhor do que aqueles merchans de novela, que corta o clima para o personagem fazer uma transação bancária ou comprar um celular ridiculamente fora do contexto.
Uma coisa é certa: O cliente está rindo à toa:
Final do programa e da ação:
Na verdade, não existe regra para Product Placement bem feito. Depende muito do roteiro e do programa. Existem situações onde a exposição é massiva mas é coerente e outras em que o produto aparece rapidamente mas de uma forma totalmente gratuita, o que, na minha opinião, reverte negativamente para o anunciante. O pior merchan que eu me lembro é um da Citroen naquela novela "Paraíso Tropical", em que o personagem do Fábio Assunção vê o carro exposto num evento e resolve encomendar um ali mesmo. Quando é forçado dessa maneira, o Product Placement é contrangedor para quem assiste.
No dia a dia de nossas vidas, convivemos constantemente com diversas marcas e produtos, mas na hora de inserí-los num programa de TV ou um filme, é preciso ter um bom senso apurado para não "agredir" quem está assistindo.
PP da Audi no filme "Eu, Robô":
Nesse ponto, Hollywood é uma escola. Basta imitá-los. Esse episódio da maionese me lembrou um pouco o filme "Náufrago", com Tom Hanks, estrelando Fedex e Wilson. A exposição das marcas foi massiva, mas muito coerente com o roteiro.
Wilsooonnn!!
Com a impaciência dos mais jovens de ver comerciais, o video sob demanda e os downloads de conteúdos digitais, o Product Placement está ficando cada vez mais valorizado e constante nas produções americanas. Mas é preciso ter cuidado para não virar uma coisa exagerada.
A opinião de David Lynch já é mais radical, mas quero ver se ele continua pensando assim quando o depósito cai na conta dele:
Um exemplo do filme Transformers:
